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Dentição do bebê: sintomas e como aliviar

Quando começa a dentição do bebê, em que ordem nascem os dentes, quais sintomas são normais, o que é mito e como aliviar o desconforto com segurança.

Equipe Mama Ai

Atualizado 18 de julho de 2026 8 min de leitura
Dentição do bebê: sintomas e como aliviar

O primeiro dente é um acontecimento pequeno, mas emocionante. A dentição do bebê gera muitas dúvidas nos pais: quando esperar o primeiro dente, quais sintomas considerar normais, como aliviar o desconforto do bebê e em que momento vale a pena mostrá-lo ao médico. Neste guia completo vamos explicar com calma quando começa a dentição, em que ordem os dentes nascem, quais sinais são reais e quais são mitos comuns, e como ajudar o bebê com segurança.

Em resumo: para a maioria dos bebês, é um processo natural que não exige tratamento. Sua tarefa é aliviar o desconforto, garantir a segurança e perceber aquelas raras situações em que, por trás dos "dentinhos", na verdade se esconde outra coisa.

Quando começa a dentição do bebê

Na maioria das vezes, o primeiro dente nasce por volta dos 6 meses, mas considera-se normal uma faixa ampla — de aproximadamente 3 a 12 meses. Alguns bebês conhecem o primeiro dente já aos 4 meses, outros mais perto de um ano, e as duas situações são absolutamente normais.

Os prazos dependem muito da hereditariedade: se em você ou no pai os dentes nasceram cedo ou tarde, no bebê costuma se repetir o mesmo cenário. Raramente o bebê já nasce com um dente (dente natal) ou o dente aparece nas primeiras semanas de vida — é algo incomum, que vale a pena contar ao pediatra. Se, ao chegar a um ano, ainda não houver nenhum dente, na maioria das vezes isso também é uma variante do normal, mas é sensato conversar sobre esse atraso com o médico numa consulta de rotina.

Ordem da dentição: quais dentes nascem primeiro

Os dentes geralmente nascem aos pares e numa sequência bastante previsível. A ordem em que os dentes nascem e a idade podem variar de um bebê para outro, mas o esquema geral é este:

  • Incisivos centrais inferiores (os dois dentes da frente de baixo) — aproximadamente 6 a 10 meses;
  • Incisivos centrais superiores — por volta de 8 a 12 meses;
  • Incisivos laterais (em cima e embaixo, ao lado dos da frente) — aproximadamente 9 a 16 meses;
  • Primeiros molares (dentes de mastigação) — por volta de 13 a 19 meses;
  • Caninos — aproximadamente 16 a 23 meses;
  • Segundos molares — por volta de 23 a 33 meses.

Por volta dos 2,5 a 3 anos, a maioria das crianças já tem todos os 20 dentes de leite. Pequenos desvios desses prazos, para mais ou para menos, são comuns e, por si só, não são motivo de preocupação.

Sintomas da dentição: o que é normal

Os verdadeiros sintomas da dentição costumam ser leves e durar alguns dias em torno do nascimento de cada dente. Na maioria das vezes, os pais percebem:

  • salivação abundante — às vezes tanta que aparece irritação ao redor da boca e no queixo;
  • vontade de morder e levar tudo à boca — brinquedos, as próprias mãozinhas, a ponta do cobertor;
  • o bebê esfrega a gengiva e, às vezes, também a orelha do mesmo lado;
  • leve inchaço e vermelhidão na gengiva no lugar do futuro dente;
  • maior irritabilidade e necessidade de aconchego;
  • sono agitado e despertares mais frequentes à noite;
  • pequena redução do apetite — sugar ou mastigar pode ser desconfortável;
  • elevação discreta da temperatura — em geral, não acima de ~38 °C.

Se o dente atrapalha o sono do bebê, você não está sozinha: despertares noturnos temporários nesse período são comuns. Como diferenciá-los de outras causas e retomar o sono com delicadeza, explicamos no artigo sobre a regressão do sono aos 4 meses. E se o bebê de repente começou a morder o peito durante a mamada, isso também é um companheiro frequente da dentição; para conduzir o processo com tranquilidade, ajuda o nosso material sobre amamentação.

O que a dentição NÃO causa: importante saber

Este é um dos pontos mais importantes para a segurança. A dentição não causa:

  • febre alta (acima de ~38 °C);
  • diarreia intensa e vômitos;
  • tosse forte, coriza com secreção abundante;
  • erupções pelo corpo;
  • apatia acentuada ou recusa total de comer e beber.

Se você observa esses sintomas, quase certamente não são os dentes, e sim uma infecção ou outra condição que exige atenção. Atribuir febre alta ou diarreia aos "dentinhos" é perigoso — assim é possível deixar passar uma doença que precisa de tratamento. Choro intenso e agitação também nem sempre têm relação com os dentes: se o bebê chora em crises, de forma desesperada, vale lembrar também de outras causas — por exemplo, a cólica do bebê.

Como aliviar a dentição com segurança

A boa notícia: na maioria das vezes, ajudam métodos simples e seguros. O que realmente funciona:

  • Mordedor refrigerado. Resfrie o mordedor na geladeira (não no congelador — um objeto duro como gelo pode machucar a gengiva). Prefira modelos inteiriços de silicone ou borracha, sem líquido no interior.
  • Um pano limpo, fresco e úmido. Umedeça um tecido macio, resfrie um pouco e deixe o bebê mordê-lo — de quebra, ele massageia a gengiva com delicadeza.
  • Massagem suave na gengiva. Com o dedo limpo, esfregue com cuidado a gengiva do bebê — uma leve pressão reduz o desconforto.
  • Mais colo e aconchego. A calma ao seu lado muitas vezes acalma melhor do que qualquer produto.
  • Comida macia e fresca — para bebês que já iniciaram a introdução alimentar: por exemplo, um purê resfriado, sempre sob supervisão.
  • Pele seca ao redor da boca. Seque a saliva com cuidado usando um pano macio, para prevenir irritação e a dermatite da baba.
Silicone teething rings and a cool damp washcloth — safe ways to soothe a baby's sore gums

O que não usar

Alguns "remédios" populares não são seguros, e é melhor evitá-los:

  • Colares e pulseiras de âmbar "para os dentes". Organizações médicas, incluindo a AAP e a FDA, alertam: eles trazem risco de estrangulamento (se enrolarem no pescoço) e risco de engasgo com as contas soltas. Não têm benefício comprovado.
  • Géis analgésicos com benzocaína ou lidocaína. A FDA desaconselha esses géis em bebês: a benzocaína pode causar uma condição rara, mas perigosa — a metemoglobinemia (alteração no transporte de oxigênio pelo sangue). Por isso o popular gel para dentição com esses componentes não serve para bebês — converse com o médico sobre qualquer produto para as gengivas.
  • "Pastilhas homeopáticas para a dentição". A composição pode ser imprevisível, e o benefício não é comprovado.
  • Objetos duros e congelados e tudo o que possa quebrar ou lascar, além de qualquer objeto pequeno deixado sem supervisão.

Analgésicos: somente por indicação médica

Se o desconforto é intenso e atrapalha o bebê de comer e dormir, o pediatra pode recomendar paracetamol (acetaminofeno) infantil ou ibuprofeno (o ibuprofeno, apenas a partir dos 6 meses). Não é a primeira escolha nem algo para dar "por precaução": a dose é sempre calculada por peso e idade, e quem a indica é o médico. Nunca defina a dosagem por conta própria.

Cuidados com os primeiros dentes

É preciso cuidar dos dentes desde o primeiro. Assim que o dente aparecer:

  • Limpe os dentes duas vezes por dia. Passe um pano macio ou escove com uma escova infantil de cerdas macias.
  • Use uma gota de pasta com flúor do tamanho de um grão de arroz (após os 3 anos — do tamanho de uma ervilha).
  • Não dê a mamadeira na cama e limite bebidas açucaradas e sucos: o açúcar que fica muito tempo nos dentes leva à cárie precoce (a "cárie de mamadeira").
  • Agende a primeira visita ao dentista — por volta de 1 ano ou dentro de 6 meses após o nascimento do primeiro dente.
A parent brushing a baby's first tooth with a soft infant toothbrush

Quando procurar o médico

A dentição, por si só, não deve provocar sintomas graves. Entre em contato com o pediatra se o bebê tiver:

  • febre alta ou persistente (acima de ~38 °C ou que dura muito tempo);
  • diarreia, vômitos ou sinais de desidratação;
  • recusa de comer e beber, apatia incomum;
  • agitação ou choro intensos que não passam;
  • quaisquer sintomas que não se encaixem no quadro da dentição.

Confie nas suas percepções: você conhece o seu bebê melhor do que ninguém. Se algo lhe parecer errado, é melhor consultar o médico uma vez a mais.

Principais conclusões

  • O primeiro dente costuma nascer por volta dos 6 meses, mas o normal é uma faixa ampla, de 3 a 12 meses; os prazos dependem muito da hereditariedade.
  • A ordem habitual: primeiro os incisivos centrais inferiores, depois os superiores, os incisivos laterais, os primeiros molares, os caninos e os segundos molares; todos os 20 dentes de leite por volta dos 2,5 a 3 anos.
  • Os sintomas reais são leves: salivação, vontade de morder, gengiva inchada, irritabilidade, sono agitado, temperatura não acima de ~38 °C.
  • Febre alta, diarreia, vômitos ou erupções NÃO são "dentinhos", e sim motivo para buscar outra causa e procurar o médico.
  • Aliviam o desconforto com segurança o mordedor refrigerado, o pano úmido e a massagem na gengiva; colares de âmbar e géis analgésicos com benzocaína são proibidos.
  • Cuide dos dentes desde o primeiro dia e agende a visita ao dentista por volta de 1 ano.

Este artigo tem caráter informativo geral e não substitui a consulta individual com um médico. Para questões sobre a saúde e o bem-estar do seu bebê, procure o pediatra ou o odontopediatra.

Criado com IA e revisado pela equipe Mama Ai. Informação educativa — não substitui o aconselhamento médico profissional.

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