Terceiro trimestre de gravidez: guia semana a semana
Terceiro trimestre de gravidez (28 a 40 semanas): o bebê semana a semana, o que a mãe sente, exames, sinais de alerta e como se preparar para o parto.
Equipe Mama Ai
O terceiro trimestre de gravidez é a reta final: da 28ª semana até o parto. O bebê cresce rápido e se prepara para conhecer você, enquanto o corpo da mãe muda praticamente a cada semana. Neste guia vamos entender com calma o que acontece no terceiro trimestre: como o bebê se desenvolve semana a semana, o que a mãe sente, quais exames você vai fazer, quais sintomas são normais e quais são motivo para ligar para o médico, e como se preparar para o parto. Se você está lendo isto com falta de ar, pernas inchadas e uma pontinha de ansiedade — está tudo bem, você está em boa companhia, ao lado de milhões de futuras mães.
Terceiro trimestre: quantas semanas são e quando começa
A gravidez costuma ser dividida em três trimestres. O terceiro trimestre começa na 28ª semana e vai até o parto. Na maioria das vezes a data provável do parto cai na 40ª semana, mas é considerada a termo a gravidez entre a 37ª e a 42ª semana. Em outras palavras, o terceiro trimestre vai de mais ou menos 28 a 40 semanas, cerca dos três últimos meses.
Os médicos dividem o período a termo em algumas etapas, e isso influencia a conduta:
- Antes das 37 semanas — se começam contrações regulares, é um parto prematuro, e o bebê pode precisar de cuidados.
- 37 a 38 semanas e 6 dias — termo precoce.
- 39 a 40 semanas e 6 dias — termo completo, o momento ideal para o parto.
- 41 semanas ou mais — gravidez pós-termo, acompanhada com atenção especial.
A data provável do parto é calculada pela última menstruação e pelos dados do primeiro ultrassom, mas lembre-se: é uma referência, não um cronograma. Só uma pequena parte dos bebês nasce exatamente na data prevista.
Como o bebê se desenvolve: terceiro trimestre semana a semana
No terceiro trimestre o bebê deixa de ser um frágil pequenino e se transforma em um bebê pronto para a vida fora do útero. Ele ganha peso, os pulmões e o cérebro amadurecem e ele se acomoda em uma posição confortável para o parto. Os números de peso e comprimento abaixo são médias de referência: seu bebê pode ser um pouco maior ou mais miudinho, e isso é normal.
28 a 31 semanas
O bebê pesa cerca de 1 a 1,5 kg e mede de 37 a 41 cm. Os olhos já abrem e fecham, a pele fica mais lisa e o cérebro se desenvolve rápido, formando novas conexões. Os pulmões ainda estão imaturos, mas já começam a produzir o surfactante — a substância que ajuda os pulmões a se expandirem depois do nascimento. Nessa fase, os movimentos são fortes e bem perceptíveis.
32 a 35 semanas
O peso sobe para 1,7 a 2,5 kg, e o bebê acumula gordura sob a pele — ela será importante para manter o calor depois do nascimento. Os ossos ficam mais firmes (exceto os ossos moles do crânio, que precisam continuar flexíveis para o parto) e as unhinhas crescem. Nessa altura, a maioria dos bebês já se vira de cabeça para baixo (apresentação cefálica). Se o bebê ainda estiver com o bumbum para baixo (apresentação pélvica), ainda há tempo para ele se virar, e o médico vai acompanhar isso.
36 a 40 semanas
Ao chegar a termo, o bebê costuma pesar 2,7 a 3,5 kg e medir de 48 a 52 cm. Os pulmões estão praticamente maduros e os órgãos, prontos para funcionar sozinhos. Algumas semanas antes do parto, muitas mães sentem a barriga descer: o bebê encaixa a cabeça na entrada da pelve. Respirar fica um pouco mais fácil, mas aumenta a pressão sobre a bexiga e o períneo. Esse é um dos sinais suaves de que o parto está se aproximando.
O que a mãe sente: como o corpo muda
O útero, agora maior, ocupa quase todo o abdome e comprime os órgãos vizinhos, por isso no terceiro trimestre surge todo um conjunto de sensações. Quase todas fazem parte normal da gravidez, ainda que não sejam as mais agradáveis.

- Falta de ar. O útero pressiona o diafragma, e respirar fundo fica mais difícil. Depois que a barriga desce, costuma aliviar.
- Azia. Os hormônios relaxam a válvula entre o estômago e o esôfago, e o útero pressiona o estômago. Ajudam refeições menores e mais frequentes e evitar comidas apimentadas e gordurosas à noite — veja mais no artigo sobre azia na gravidez.
- Inchaço. Um leve inchaço nos pés e tornozelos ao fim do dia é comum. Mas inchaço súbito no rosto e nas mãos junto com dor de cabeça pede atenção: quando o inchaço é normal e quando é motivo para procurar o médico, explicamos em um material à parte sobre inchaço nas pernas na gravidez.
- Dor nas costas e na pelve. O centro de gravidade muda e os ligamentos ficam mais frouxos por causa dos hormônios. Alongamentos suaves, sapatos confortáveis e apoio para as costas ajudam — veja o que mais ajuda no artigo sobre dor nas costas na gravidez.
- Vontade frequente de fazer xixi. O bebê pressiona a bexiga, por isso a vontade de ir ao banheiro aumenta, principalmente à noite.
- Insônia. Encontrar uma posição confortável não é fácil, e os pensamentos sobre o parto também tiram o sono. A melhor posição é de lado (de preferência sobre o lado esquerdo), com um travesseiro entre os joelhos; mais dicas no guia sobre como dormir na gravidez.
- Contrações de treinamento. O útero “ensaia”: a barriga endurece por alguns segundos e depois relaxa. São irregulares e geralmente indolores — como diferenciá-las das contrações de verdade, explicamos no material sobre contrações de treinamento (Braxton Hicks).
Movimentação do bebê: contando o que é normal
A movimentação é o seu “relatório” diário sobre o bem-estar do bebê. Perto do parto, o padrão dos movimentos muda: sobra menos espaço e os chutes são sentidos de outro jeito, mas o bebê não deve ficar quieto. Muitos médicos recomendam contar os movimentos uma vez por dia, em um momento tranquilo: normalmente, em cerca de duas horas você sente por volta de 10 movimentos nítidos. Como se forma essa referência e o que é considerado atividade suficiente está explicado em detalhe no artigo sobre a movimentação do bebê e o que é normal. Se o bebê ficar visivelmente mais quieto do que o habitual ou você parar de sentir os movimentos — não espere, entre em contato com o seu médico imediatamente.
Exames e consultas no terceiro trimestre
As consultas ficam mais frequentes no terceiro trimestre — no começo a cada duas ou três semanas e, perto do parto, toda semana. O que você provavelmente vai fazer:
- Ultrassom de 30 a 34 semanas. Avalia o crescimento e o peso do bebê, a quantidade de líquido amniótico, a maturidade e a posição da placenta e a apresentação.
- Dopplervelocimetria e cardiotocografia. O Doppler mostra o fluxo de sangue nos vasos da placenta e do cordão umbilical, e a cardiotocografia (CTG) registra os batimentos do bebê e o tônus do útero — é uma forma de confirmar que o bebê está confortável.
- Hemograma e nível de ferro. No terceiro trimestre é comum detectar anemia — o médico pode prescrever ferro.
- Controle da glicose. Quando há fatores de risco, o açúcar é verificado para identificar a tempo o diabetes gestacional.
- Exame para estreptococo do grupo B (EGB). Costuma ser feito entre 36 e 37 semanas. Se o resultado for positivo, um antibiótico é administrado durante o parto para proteger o bebê — é uma prática padrão e segura.
- Pressão arterial e proteína na urina. São verificadas em toda consulta, para não deixar passar a pré-eclâmpsia.
- Ganho de peso. O médico acompanha a evolução — qual ganho é considerado saudável, explicamos no artigo sobre ganho de peso na gravidez.
Perto da data, o médico confirma a posição do bebê (cefálica ou pélvica) — disso depende o plano de condução do parto.
Sinais de alerta: quando procurar o médico com urgência
A maioria das sensações do terceiro trimestre é desconfortável, mas segura. Ainda assim, há sinais diante dos quais é preciso entrar em contato com o seu médico imediatamente ou ir para a maternidade:
- Redução brusca ou ausência de movimentos — o bebê ficou visivelmente mais quieto do que o habitual.
- Sangramento vaginal (não confundir com o tampão mucoso com pequenos filetes de sangue).
- Perda de líquido ou rompimento da bolsa — um líquido transparente que escorre ou jorra.
- Dor de cabeça forte, “pontinhos” luminosos diante dos olhos, inchaço súbito no rosto e nas mãos, dor do lado direito abaixo das costelas — possíveis sinais de pré-eclâmpsia.
- Contrações regulares antes das 37 semanas — podem indicar trabalho de parto prematuro.
- Dor abdominal forte e constante, febre alta, desmaio ou tontura intensa.
Nessas situações, é melhor prevenir e ligar para o médico do que esperar. Os profissionais estão de plantão justamente para isso.
Sinais de parto: como saber que o parto está perto
Alguns dias ou semanas antes do parto, o corpo dá sinais suaves — os pródromos. Isoladamente eles não significam que o parto é hoje, mas indicam que o desfecho está perto:
- Barriga que desce — respirar fica mais fácil, mas a pressão para baixo aumenta.
- Perda do tampão mucoso — um pouco de muco espesso, às vezes com pequenos filetes de sangue. Como ele é e o que isso significa, mostramos no artigo sobre o tampão mucoso.
- Contrações de treinamento mais frequentes e mais intensas.
- Dor puxada na lombar e a sensação de cólica na parte de baixo da barriga.
- Onda de energia e “instinto de nidação” — de repente dá vontade de limpar tudo e organizar cada coisa no lugar.
O trabalho de parto de verdade se distingue por contrações regulares e crescentes, que ficam mais frequentes e fortes e não passam ao mudar de posição, além da ruptura da bolsa. Como diferenciá-lo do alarme falso e quando é hora de ir para a maternidade está descrito em detalhe no material sobre como saber que o trabalho de parto começou.
Preparação para o parto e para a maternidade
A tranquilidade no parto nasce, em grande parte, de uma preparação feita com antecedência. O que vale a pena fazer no terceiro trimestre:

- Prepare a bolsa da maternidade até a 36ª semana — documentos, coisas para a mãe e para o bebê. Uma lista pronta está no artigo com a lista da bolsa da maternidade.
- Monte um plano de parto e converse sobre ele com o médico: alívio da dor, quem vai acompanhar você, seus desejos. O plano é uma referência flexível, não um roteiro rígido.
- Aprenda técnicas de respiração e relaxamento — elas ajudam a atravessar as contrações com mais calma. Os cursos para futuros pais ajudam bastante.
- Organize a logística — como e com quem você vai chegar à maternidade, quem estará disponível.
- Descanse. Sono e caminhadas tranquilas agora são mais importantes do que uma faxina geral.
E mais: não tente provocar o parto por conta própria com métodos caseiros antes da hora — se houver indicação médica, a indução é feita pelo médico em condições seguras.
O essencial sobre o terceiro trimestre
- O terceiro trimestre vai de 28 a 40 semanas; a gravidez é considerada a termo a partir da 37ª semana.
- O bebê ganha peso e gordura, os pulmões e o cérebro amadurecem e, entre 36 e 40 semanas, ele costuma ficar de cabeça para baixo.
- Falta de ar, azia, inchaço nas pernas, dor nas costas, insônia e contrações de treinamento são parte típica (e temporária) desse período.
- Acompanhe a movimentação todos os dias: uma queda perceptível na atividade do bebê é motivo para ligar para o médico com urgência.
- Os exames incluem ultrassom, cardiotocografia, controle da pressão e da proteína na urina, exames de sangue e o teste para EGB.
- Sangramento, perda de líquido, dor de cabeça forte com inchaço e pontinhos luminosos, contrações regulares antes das 37 semanas — sinais para procurar o médico com urgência.
- Prepare a bolsa da maternidade com antecedência e monte um plano de parto — a preparação traz mais tranquilidade.
Este artigo tem caráter informativo geral e não substitui a consulta individual com um médico. Sobre o seu bem-estar, os exames e a preparação para o parto, converse sempre com o seu obstetra.
Fontes
Criado com IA e revisado pela equipe Mama Ai. Informação educativa — não substitui o aconselhamento médico profissional.
Estamos com você em cada semana dessa jornada
Baixar na App Store